O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português (PCP) consideram que a proposta de Orçamento do Estado para 2014 é um exemplo da política de «afundamento» que o Governo tem posto em prática, e garantiram oposição às medidas.

«Diz o povo que o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita. Esse ditado não foi criado de propósito para este Orçamento, mas assenta que nem uma luva. (...). Esta política não é de ajustamento, é uma política de afundamento», afirmou o líder parlamentar do BE no início do primeiro dia de discussão da proposta de orçamento na especialidade.

O BE acusou o Governo de não ter coragem de enfrentar os grandes grupos económicos, tendo ao invés «mão pesada» sobre os rendimentos das famílias.

«Não aceitamos um Orçamento mau, que não podendo ser remediado, tem de ser rejeitado», garantiu Pedro Filipe Soares.

O líder parlamentar do PCP, João Oliveira, alinhou pelo mesmo tom, afirmando que este é já o terceiro Orçamento do Estado «de afundamento» e que hoje Portugal está numa situação mais grave.

O PCP entende que este Orçamento é de «agravamento das desigualdades e das injustiças» e garantiu que irá «dar combate a todas as injustiças e todas as malfeitorias» do Governo.

A alternativa do PCP seria libertar cerca de 8,6 mil milhões de euros através de uma renegociação da dívida pública, a extinção dos contratos de Parcerias Público-Privadas (PPP) e dos contratos swap.