O PCP anunciou este domingo que votará a favor do Orçamento do Estado para 2018 na generalidade, mas deixou avisos contra uma eventual reversão da reposição de direitos e exigiu a quantificação das medidas de resposta aos incêndios.

Em conferência de imprensa, na sede nacional do PCP, em Lisboa, Jerónimo de Sousa sustentou que, "a propósito da tragédia, e a seu pretexto, está em curso uma operação com vista a limitar avanços na reposição e conquista de direitos, desde logo no Orçamento do Estado".

Questionado pelos jornalistas se algum membro do Governo deu indicação ao PCP de que as medidas de resposta aos incêndios poderão pôr em causa o aumento das pensões ou a baixa do IRS, Jerónimo de Sousa respondeu: "Para falar francamente, nunca nenhum membro do Governo, nem o primeiro-ministro, naturalmente, avançou qualquer ideia nesse sentido".

Mas, nós somos daqueles que lemos os jornais e ouvimos a televisão e a rádio. E foram várias as vozes que levantaram essa possibilidade e colocaram essa questão. E, nesse sentido, porque pensamos que eles não estão a falar sozinhos, nós consideramos que era um caminho profundamente errado", acrescentou.

O secretário-geral do PCP afirmou que "a discussão na especialidade que agora se iniciará permitirá fazer uma avaliação mais definitiva deste Orçamento, sendo certo que não há orçamentos antecipadamente aprovados à margem do seu conteúdo concreto".