Constança Cunha e Sá criticou, esta terça-feira, o secretário de Estado da Cultura, que não foi tido nem achado no caso da venda dos 85 quadros de Miró, que a leiloeira londrina Christie¿s acabou por suspender devido à «trapalhada jurídica» que vai em Portugal. Na TVI24, a comentadora censurou a atitude de Jorge Barreto Xavier, que deu por adquirida a saída ilícita dos quadros de Portugal e autorizou a venda dos mesmos em Inglaterra.

Numa alusão ao PS, que já disse que tenciona pedir a demissão do secretário de Estado da Cultura, Constança Cunha e Sá defendeu que a oposição não devia pedir a demissão de Barreto Xavier, mas sim «a extinção do cargo». Para a comentadora, o secretário de estado da cultura é «uma inexistência» e «ele próprio (...) mostrou a sua irrelevância quando disse que tinha sido apanhado de surpresa e que tinha feito o despacho depois de ter sabido que os quadros tinham saído e de ter investigado onde é que os quadros estavam (...) Isto mostra a irrelevância total do secretário de Estado Cultura e mostra a inexistência absoluta de uma política cultural em Portugal (...)».

Referindo que não tem posição sobre a venda ou não venda dos quadros de Miró, Constança Cunha e Sá defendeu que o Governo não pode invocar argumentos financeiros «e ameaçar os portugueses com mais sacrifícios a propósito do caso Miró, e depois não ameaçar o mesmo com as contínuas injeções de capital que vão sendo feitas no BPN».

A comentadora constatou ainda que «há uma incompetência jurídica neste Governo que brada aos céus». «É incompreensível que o Governo não tenha percebido a alhada em que isto tudo estava metido. É incompreensível que o Governo não saiba sequer vender uns quadros. Em qualquer coisa que mexa, que tenha a ver com leis este Governo escorrega», defendeu.