Marcelo Rebelo de Sousa considera que o primeiro-ministro alterou o seu discurso não só porque os recentes dados da economia dão alguns sinais de melhoria, mas também porque já não é influenciado por Vítor Gaspar.

«Passos Coelho tem as costas quentes e emancipou-se de Gaspar. Ele é outro, não tem nada a ver. Houve um Passos mandado por Gaspar, era o período Gaspar-Coelho, e agora é o período pós-Gaspar», disse, referindo-se à entrevista dada à TVI e à TSF.

Segundo o comentador, o primeiro-ministro está com «um discurso mais próximo de Miguel Frasquilho ou do CDS-PP do que o Passos Coelho de outros tempos».

«Com Gaspar não teria tido aquele à vontade a criticar o FMI», exemplificou.

No entanto, o ex-líder do PSD notou que o primeiro-ministro «está preocupado» com as decisões do Tribunal Constitucional. Como crítica à entrevista, Marcelo apontou a falta de «futuro, esperança e social».

Sobre a eventual coligação com o CDS nas próximas legislativas, o comentador considera que «é a coisa mais lógica do mundo». Ainda assim, Marcelo notou que Passos «se fixa a si próprio um prazo de validade que é 2015».