Constança Cunha e Sá referiu, esta terça-feira, que o primeiro-ministro deve definir de uma vez por todas se quer um consenso com o PS ou não. Na TVI24, a comentadora disse que Passos Coelho só precisaria dos socialistas para negociar um programa cautelar para um período pós-troika e que, se assim não for, não se percebe a posição do chefe de Governo.

«Porque a verdade é que às segundas não quer o consenso com o PS. (...) Ora, se ele próprio [Passos Coelho]considera que não precisa do PS para negociar o programa cautelar, então para que é que precisa do PS? Não se percebe de todo (...) O primeiro-ministro tem de entender de uma vez por todas se precisa do compromisso do PS ou se não precisa, e não andar a dizer à segunda-feira uma coisa e depois à quinta, sexta e sábado repetir 10 vezes que quer consenso», afirmou a comentadora no espaço de análise nas «Notícias às 21:00».

Para Constança Cunha e Sá, a atitude de Pedro Passos Coelho indicia que o Governo ainda não definiu que política quer para o pós-troika. Numa referência às declarações do economista-chefe do BCE, que esta terça-feira esteve em Lisboa e referiu que o importante é que Portugal sinalize um compromisso com reformas, a comentadora depreendeu que, no fundo, mesmo sem o PS, a saída para Portugal já está estabelecida. «Independente da saída limpa ou do programa cautelar (não há saídas limpas), vamos estar sempre debaixo de uma política de austeridade que nós é imposta de fora», concluiu.