Constança Cunha e Sá acusou, esta segunda-feira, o Governo de centrar toda a estratégia no Orçamento do Estado e de nem assim ser bem-sucedido. No dia em que foram divulgados os dados da execução orçamental, a comentadora sublinhou, na TVI24, que os números mostram que a despesa continua a subir «muito para além das previsões do Executivo» e chamou a atenção para o que considera ser um «problema clássico»: o ajustamento orçamental a fazer-se sempre por conta da receita, ou seja, dos impostos.

«O que vemos são metas perfeitamente insustentáveis e em que vemos todos os sacrifícios, todos os impostos, todos os cortes, engolidos por uma dívida que é impossível de pagar e isto leva-nos a um beco sem saída», começou por afirmar Constança Cunha e Sá.

No espaço de análise nas «Notícias às 21:00», a comentadora realçou que a dívida subiu para 134% nos primeiros seis meses do ano e defendeu que continuamos «a assistir a um falhanço total da política do Governo e da política da troika». «O Governo tem no Orçamento o princípio e o fim da sua ação. Só governa para o Orçamento. Por isso é que não tem reforma de Estado. A reforma do Estado são cortes e depois contrabalançados por impostos», constatou.

Para Constança Cunha e Sá, o Governo não consegue governar, não tem estratégia para o país, não tem sequer estratégia orçamental, e chegou a um beco sem saída. «Aliás, não é por acaso que o primeiro-ministro amua na Festa do Pontal e diz: "Eu agora não vou fazer mais nenhuma reforma da Segurança Social", partindo do princípio que tinha feito alguma, nunca fez nenhuma... Temos um Governo que orientou toda a sua estratégia no Orçamento e nem sequer no Orçamento é capaz de vingar», rematou.