Constança Cunha e Sá avisou, esta segunda-feira, que o Governo se prepara para fazer passar uma parte significativa dos cortes a reformados para depois das eleições, em maio. Na TVI24, a comentadora criticou as explicações dadas no Parlamento pelo secretário de Estado Agostinho Branquinho e defendeu que não se pode invocar um erro informático para justificar o adiamento de calendário, deixando com isso os reformados e pensionistas numa absoluta incerteza sobre o valor das pensões.

Para a comentadora, mais grave do que «aparecer de repente um erro informático que permitiu uns cortes e não permitiu outros», é o secretário de Estado «ter o descaramento de não conseguir explicar, cabalmente e de uma forma transparente, que cortes é que estão em causa, quando é que o Governo tenciona aplicá-los e quando é que tenciona colmatar o facto de não terem sido aplicados em janeiro e em fevereiro».

Defendendo que, quando se fala de cobrar retroativos «é de certeza depois das eleições», Constança Cunha e Sá diz que «já nem os reformados sabem quantos cortes é que têm em cima deles (...). Não há nada que não se tenha abatido sobre os reformados. É absolutamente extraordinário que as pessoas sejam tratadas desta forma: com esta irresponsabilidade tremenda. Estamos a falar da vida de milhões de pessoas. Esta gente pensa que está a enganar quem?».