Marcelo Rebelo de Sousa considera que Portugal não está na iminência de um segundo resgate, mas admitiu que a atuação dos atuais líderes políticos poderá tornar esse caminho inevitável.

«Eu acho que não [estamos na iminência de um segundo resgate]. A não ser que os políticos conduzam para isso», disse, considerando que Passos Coelho e António José Seguro erram ao admitir a possibilidade de um segundo resgate ao país.

«Falar assim de segundo resgate é dar uma sensação de insegurança da parte do primeiro-ministro de Portugal, do potencial futuro primeiro-ministro de Portugal que leva a que os juros estejam como estão, acima de 7%», defendeu.

O comentador da TVI lembrou ainda que um segundo programa de ajustamento terá que contar com o acordo também dos socialistas. «Se houver a tragédia de um segundo resgate terá de haver um programa que não é só cautelar, um programa de ajustamento, um segundo programa de ajustamento. Assim como no primeiro programa de ajustamento, aqui vão ter que estar os três».