Constança Cunha e Sá defendeu, esta terça-feira, que Maria Luís Albuquerque não tinha condições para ser nomeada ministra das Finanças e muito menos condições tem agora para continuar no Governo. Na TVI24, a comentadora sublinhou que a polémica em torno dos Swap (contratos de alto risco) fragiliza Maria Luís Albuquerque, que não tem autoridade para ser juíza em causa própria, sem falar da falta de credibilidade diante da troika «que vê um país inteiro a chamar mentirosa à ministra».

«Maria Luís Albuquerque não tinha condições para ser nomeada ministra, muito menos para continuar ministra. E, à medida que o tempo vai passando, essa ideia vai-se confirmando cada vez mais, porque semana sim semana não, a ministra é obrigada a explicar o que disse, e o que não disse, e o que quis dizer e o que não quis dizer. Porque depois entra-se num jogo de palavras (...) em que a questão é sempre semântica», começou por afirmar Constança Cunha e Sá, no espaço de análise nas «Notícias às 21:00».

Fazendo referência aos casos concretos da Estradas de Portugal e da CP, Constança Cunha e Sá disse só poder concluir «que a ministra mentiu no Parlamento» na Comissão de Inquérito aos Swap.

«Quando o líder parlamentar do PSD vem dizer que "mentir no Parlamento é um crime" (...) a frase dele aplica-se que nem uma luva à ministra», defendeu a comentadora.

«Uma ministra que, sempre que se fala dos swap, lhe foge a boca para a mentira (...) mostra que não tem condições para continuar como ministra das Finanças, porque não tem credibilidade. Que credibilidade e autoridade tem ela para (...) ser juíza em causa própria?», questionou a comentadora.

Para Constança Cunha e Sá, a nomeação de Maria Luís Albuquerque como ministra foi «uma teimosia e um erro do Primeiro-ministro» que agora se transformou num «sarilho de todo o tamanho».

«Reconheço que não é fácil demitir uma ministra das Finanças nesta altura, depois de o Primeiro-ministro ter oferecido garantias absolutas ao Presidente da República de que não havia nada com a ministra das Finanças. (...) Quando, na altura em que a senhora foi nomeada ministra, já se sabia as trapalhadas todas, ou metade das trapalhadas todas já eram conhecidas», rematou.