No comentário desta quinta-feira, Constança Cunha e Sá afirmou que não prevê um futuro consensual entre Governo e Partido Socialista, uma vez que o executivo de Passos Coelho tem um «discurso bipolar».

«É estranho dizer que se quer um consenso e fazer do secretário-geral do PS, o bobo da festa do congresso do PSD», argumenta a comentadora.

Constança Cunha e Sá alerta para a falta de esclarecimento sobre as matérias referentes ao consenso. A comentadora admite que os partidos do governo estão a tentar «envolver» o PS no próximo pacote de austeridade, «amarrando» os socialistas a políticas com as quais não concordam.

Em primeiro lugar, para se alcançar o consenso com a oposição, Passos Coelho tem que trabalhar as «divergências de fundo» que existem dentro do próprio Governo.

No que respeita ao futuro do programa de assistência económica, Constança Cunha e Sá é perentória em afirmar que «para o governo e para a troika há um único caminho (...), o da austeridade».

A comentadora revela preocupação quanto à forma de atuação do PS: «O que o Partido Socialista tem que explicar é como é que não vai haver mais austeridade».

A propósito das Eleições Europeias do próximo mês de março, a comentadora alerta para o risco de «uma subida substancial de partidos radicais de extrema-esquerda e de extrema-direita».