O PS anunciou esta sexta-feira que viabilizará propostas de alteração ao Orçamento para o fim do corte de 10% nos subsídios de desempregados e remeteu a questão das carreiras dos professores para as negociações entre sindicatos e Governo.

Estas posições foram assumidas numa conferência de imprensa destinada à apresentação das propostas da bancada socialista de alteração ao Orçamento do Estado para 2018, durante a qual o presidente deste Grupo Parlamentar, Carlos César, também advertiu que o seu partido "reprovará todas as propostas, independentemente do seu proponente, que "desalinhem" face ao objetivo "equilíbrio orçamental".

Interrogado sobre a posição do PS face a propostas do Bloco de Esquerda, ou do PCP, para o fim do corte de 10% no subsídio de desemprego após seis meses de benefício desta prestação social, Carlos César adiantou que a bancada socialista aprovará uma medida nesse sentido.

PS aponta défice de 1,1%

O PS estimou que o défice para 2018 cresça de 1% para 1,1% em consequência do impacto orçamental de medidas no valor de 119 milhões de euros para prevenção e combate a incêndios.

Este dado foi transmitido em conferência de imprensa pelo líder da bancada socialista, Carlos César, na apresentação de "cerca de uma centena" de propostas de alteração do PS ao Orçamento do Estado para 2018.

Ladeado pelos seus vice-presidentes João Paulo Correia e João Galamba, o líder do Grupo Parlamentar socialista disse que, no conjunto de medidas de 688 milhões de euros previstas no âmbito dos programas em áreas relacionadas com a floresta e prevenção e combate a incêndios florestais, apenas haverá um impacto direto no défice do próximo ano na ordem dos 119 milhões de euros.

Esses 119 milhões de euros, especificou depois João Galamba, representará um acréscimo de um ponto percentual face à projeção de défice constante na proposta inicial do Governo de Orçamento do Estado para 2018.