O militar e dirigente do CDS-PP Manuel Pinto Machado morreu esta quarta-feira e é recordado pelo presidente democrata-cristão como "um patriota que soube honrar as Forças Armadas" e "deu tudo ao partido sem nada pedir em troca".

O líder do CDS-PP, Paulo Portas, numa nota enviada à agência Lusa, recorda Manuel Pinto Machado, de 72 anos, na sua condição de militar como "um Comandante distinto e, sempre, sempre, um Patriota que soube honrar as Forças Armadas em geral e a Marinha em especial".

"Enquanto colaborador de Adelino Amaro da Costa, no Ministério da Defesa Nacional, deu um contributo essencial para o civilismo do nosso regime democrático e para a reforma da decisiva Lei da Defesa Nacional", refere ainda Portas.

O líder do CDS-PP, que apresenta condolências à família e refere que a bandeira do partido na sede nacional foi colocada a meia haste, sublinha que, já depois de passar à reserva, Manuel Pinto Machado "foi um dedicado e notável militante, dirigente e personalidade do CDS".

"Até ao seu falecimento, foi Presidente do Senado do Partido. Sempre ouvido pelos militantes, foi também Presidente da Concelhia de Lisboa e Vereador do Município da Capital, colaborador estreito de Nuno Abecassis. Secretário Geral da UCCLA, e empenhado pensador da politica lusófona de Portugal, Manuel Pinto Machado deu tudo ao partido sem nada pedir em troca, amou Portugal e serviu-o até ao fim", refere ainda o texto de Paulo Portas.

Natural do Porto, Manuel Maria de Menezes Pinto Machado nasceu em Miragaia a 16 de novembro de 1943.