O candidato presidencial Marcelo Rebelo de Sousa classificou Almeida Santos, falecido na segunda-feira, como uma "personalidade invulgar" e "um homem muito inteligente", destacando o papel desempenhado pelo ex-dirigente do PS na consolidação da democracia.

Em declarações à Sic-Notícias, citadas pela Lusa, Marcelo Rebelo de Sousa destacou as qualidades de Almeida Santos como legislador e o “traço significativo de causas, pacificação e abertura política” que marcou o seu percurso.

“Teve um papel fundamental no período da consolidação da democracia”, assinalou o candidato, que manifestou o seu “desgosto pessoal” e enviou as suas condolências à família do ex-presidente da Assembleia da República e ao PS.

António Almeida Santos morreu na segunda-feira à noite com 89 anos, disse à agência Lusa um familiar.

Almeida Santos faleceu em sua casa, em Oeiras, pouco antes das 00:00, disse a mesma fonte.

O presidente honorário do Partido Socialista sentiu-se mal após o jantar e foi ainda assistido ainda na sua residência.

Almeida Santos, que completaria 90 anos a 15 de fevereiro, foi submetido por duas vezes a cirurgias cardiovasculares.

O corpo do fundador do PS deverá estar em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, mas não haverá cerimónia religiosa, a pedido do próprio, adiantou a mesma fonte.