O PS registou hoje uma redução «pequeníssima» da taxa de desemprego, mas considerou que tal se deveu a uma emigração recorde e a um acentuar da precariedade nos contratos de trabalho e vínculos laborais.

A posição foi transmitida aos jornalistas pelo coordenador da bancada socialista para as questões laborais, Nuno Sá, depois de o Eurostat ter revelado que a taxa de desemprego em Portugal situou-se, em setembro, nos 16,3 por cento, ligeiramente abaixo dos 16,5 por cento registados em agosto e dos 16,4 por cento verificados um ano antes.

«O PS fica sempre satisfeito com a redução, mesmo pequeníssima, do desemprego em Portugal», disse o deputado socialista.

No entanto, para Nuno Sá, a "ligeiríssima" redução da taxa de desemprego não é responsabilidade das políticas do Governo.

«O próprio Orçamento do Estado para 2014 prevê uma média de mais cinco mil portugueses desempregados por mês e uma taxa de desemprego de 17,7 por cento. O Governo, no seu próprio Orçamento, confessa um aumento da taxa de desemprego», apontou.

De acordo com Nuno Sá, a quebra no desemprego agora registada deveu-se «a uma taxa recorde de emigração (na ordem dos quatro por cento) e a um acentuar da precariedade dos contratos de trabalho e dos vínculos laborais».

«Mas é chocante a satisfação e entusiasmo do Governo, do PSD e CDS em relação à situação do desemprego em Portugal. Um Governo com mais de um milhão de desempregados, dos quais 500 mil sem qualquer apoio social, não pode apresentar-se com grande entusiasmo perante um drama social e sem que haja qualquer sinal de esperança em relação ao próximo ano. O PS, ao contrário da satisfação do Governo, não está nada satisfeito, porque o nosso desafio é baixar em muito o desemprego e mudar de políticas», acrescentou.