O número um do CDS-PP na lista de coligação com o PSD às europeias Aliança Portugal, Nuno Melo, afirmou esta sexta-feira que o seu partido está concentrado nestas eleições e ainda não abriu o ciclo das legislativas.

Nuno Melo escusou-se assim a comentar a possibilidade de PSD e PS virem a governar juntos. «A prioridade para o CDS, neste momento, é esta aliança por Portugal a pensar nas eleições europeias. Nós não abrimos no CDS nenhum ciclo para eleições legislativas, sequer», respondeu o dirigente centrista aos jornalistas, em Santa Maria da Feira.

Por sua vez, o cabeça de lista da Aliança Portugal, Paulo Rangel foi interrogado sobre como é que o PSD critica duramente o PS e ao mesmo tempo o seu presidente e atual primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, admite vir a governar com os socialistas. Na resposta, o eurodeputado do PSD preferiu falar em «consensos».

Paulo Rangel alegou que o seu partido tem estado sempre disponível «para os consensos, para a construção de pontes», ao contrário dos socialistas, acrescentando: «No dia em que eles quiserem construir, nós poderemos naturalmente fazer essa construção».

Por outro lado, recusou que a iniciativa do presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, no Alentejo, no domingo, com o candidato do Partido Popular Europeu (PPE) à Comissão Europeia, Jean-Paul Juncker, constitua uma «ação de campanha à parte».

«Não há nenhuma campanha à parte», defendeu Paulo Rangel, avançando a seguinte explicação: «Estamos a fazer campanha no Sul, e campanha no Norte. Juncker quer estar no Porto e quer estar na zona Sul, portanto, quer cobrir o país, e nós vamos manter uma campanha no Norte e outra no Sul, uma onde estarei eu, outra onde estará o líder do CDS. É perfeitamente normal».

Ainda neste contexto de perguntas sobre futuras soluções de Governo, com o cabeça de lista da Aliança Portugal ao seu lado, Nuno Melo disse: «Eu e o Paulo Rangel significamos duas pessoas orgulhosas dos nossos partidos, pelos nossos partidos, mas que nos unimos interesses a pensar no país, e por isso é que terminamos os comícios a invocar e a saudar a bandeira de Portugal, e acabamos a cantar o hino. É isso que nos concentra, é isso que nos motiva, é isso que nos mobiliza».