O CDS-PP reiterou, esta sexta-feira, a posição dos centristas de que o PS já mudou três vezes de opinião em relação ao cenário macroeconómico que apresentou e afirmou que há uma "contradição insanável" entre socialistas e "contas certas".

"O PS fica muito nervoso com contas. Parece haver uma contradição insanável entre PS e contas certas", acusou o líder parlamentar Nuno Magalhães, em declarações à Lusa, recusando que a coligação Portugal à Frente (PSD/CDS-PP) não tenha apresentado as suas contas, insistindo que estão no Plano de Estabilidade.

A dirigente do PS Ana Catarina Mendes acusou hoje o vice-primeiro-ministro e presidente do CDS, Paulo Portas, de mentir quando diz que o PS reviu o seu cenário macroeconómico, desafiando a coligação a apresentar as contas do seu programa eleitoral.

"O PS mudou três vezes de opinião em relação ao cenário macroeconómico que apresentou. A terceira revisão, de resto até traz uma inovação política, que é uma suposta distinção entre promessas e previsões ou projeções", afirmou Nuno Magalhães.


Segundo Nuno Magalhães, "o PS continua com o primeiro problema, no primeiro cenário a engenharia com a TSU [Taxa Social Única] significou um rombo de 14 mil milhões de euros, na segunda recuou mas ainda assim representa um rombo de 9 mil milhões de euros, na terceira ainda não acertou".

Por outro lado, o presidente da bancada centrista reiterou que "quem cria emprego é o crescimento económico, que só é possível quando há condições atrativas para as empresas investirem".

"A coligação propõe um caminho para captar esse investimento que é a baixa do IRC, o PS já disse que ia rasgar este acordo que obtivemos para baixa do IRC", acrescentou.


Hoje, numa conferência de imprensa, a dirigente socialista Ana Catarina Mendes disse ser "falso" que o PS tenha alterado o seu quadro macroeconómico, afirmando que os socialistas se limitaram a cumprir mais uma fase do processo a que se tinham comprometido e, depois da elaboração do cenário macroeconómico em abril e da apresentação do programa eleitoral, divulgaram agora os impactos económicos de todas as medidas do programa.

"Foi a única força partidária que o fez claramente", sublinhou, desafiando todos os adversários às legislativas de 04 de outubro, "e em particular a coligação", a apresentarem as suas contas.