O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação, João Gomes Cravinho, afirmou esta segunda-feira que é necessário um apoio rápido da comunidade internacional para que seja reposta a ordem constitucional na Guiné-Bissau.

Cravinho declarou aos jornalistas que a situação no país é calma, à saída da reunião extraordinária da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) sobre a situação na Guiné-Bissau, que decorreu hoje na sede da organização, em Lisboa.

«Nino» Vieira assassinado (vídeo)

Segundo o secretário de Estado português, o Governo de Portugal e a cúpula da CPLP estão em contacto permanente com as autoridades guineenses.

Paralelamente, estão a contactar com organizações como as Nações Unidas (ONU), União Europeia (UE) e Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com o objectivo de procurar uma concertação e encontrar as medidas necessárias para repor a normalidade constitucional na Guiné-Bissau.

Cravinho disse ainda à imprensa que não considera necessário o envio de uma força militar internacional para o país africano, uma vez que a situação na Guiné-Bissau é calma.

O secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e da Cooperação parte esta tarde para a Guiné-Bissau, chefiando uma missão da CPLP.

João Gomes Cravinho e a missão da CPLP, que integra ainda o secretário-executivo da organização, Domingos Simões Pereira, e o chefe da diplomacia cabo-verdiana, José Brito, reúne-se com o Governo guineense na terça-feira, após a crise criada com os assassínios do Presidente guineense, João Bernardo "Nino" Vieira, e do chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié.

O secretário de Estado português viaja acompanhado pelo seu adjunto político e pelo seu chefe de gabinete, além de alguns jornalistas.

O Presidente guineense, Nino Vieira, assassinado esta segunda-feira, durante um ataque à sua residência em Bissau, depois de um atentado, domingo, que matou o Chefe de Estado-Maior General das Forças Armadas, Tagmé Na Waié.