O secretário-geral do PCP expressou esta sexta-feira a «profunda solidariedade» e enviou «condolências» à África do Sul pela morte de Nelson Mandela, «um homem que assumiu o seu amor ao povo».

«Quero, em nome do PCP, apresentar ao povo sul-africano, às forças progressistas e revolucionárias, a nossa profunda solidariedade e as condolências pela perda de Nelson Mandela, tudo o que representou na luta pela liberdade, pela democracia, para que aquele povo pudesse construir o seu devir coletivo», declarou Jerónimo de Sousa nos Passos Perdidos do Parlamento.

O ativista da luta contra aquilo que o líder comunista considerou «o regime iníquo do apartheid», morreu na quinta-feira, aos 95 anos. Madiba, como era carinhosamente tratado, foi o primeiro Presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.

O deputado do PCP destacou os 28 anos de prisão de Mandela, só possíveis a «um homem que assumiu o seu amor ao povo».

Questionado se considerava Mandela como mais um «camarada», o secretário-geral do PCP respondeu: «Insistimos, é como um patriota, um democrata, um revolucionário que, conjuntamente com os comunistas conseguiu encetar os caminhos do progresso e do desenvolvimento».

A morte de Nelson Mandela, aos 95 anos, foi anunciada na quinta-feira à noite pelo Presidente da República da África do Sul, Jacob Zuma, motivando de imediato uma série de reações de pesar provenientes de diversas personalidades e instituições de vários setores de todo o mundo.

«A nossa nação perdeu o maior dos seus filhos», disse o presidente sul-africano anunciando que a bandeira sul-africana vai estar a meia-haste a partir de sexta-feira e até ao funeral, que será de Estado, e cuja data ainda não é conhecida.

O Comité Nobel norueguês considerou já hoje Nelson Mandela, que esteve preso quase trinta anos pela sua luta contra o regime «apartheid» da África do Sul, «um dos maiores nomes da longa história dos prémios Nobel da Paz».

Mandela foi o primeiro Presidente negro da África do Sul, entre 1994 e 1999.