A candidatura do Movimento Alternativa Socialista (MAS) às legislativas madeirenses levou esta quinta-feira o cão Quico ao Mercado dos Lavradores, no Funchal, onde a mascote «farejou um grave cheiro de corrupção» no IVA, que a lista que ver «drasticamente» reduzido.

Acompanhado do São Bernardo, o cabeça de lista, José Carlos Jardim, lamentou que se pague no arquipélago um Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) «altíssimo» (a taxa máxima é de 22%, depois de ser agravada pelo plano de ajustamento) que destrua pequenos comerciantes e lance muitas pessoas na miséria.

O candidato apontou como principais causas a dívida «oculta» do arquipélago, as rendas «imorais» das parcerias público-privadas e a fuga aos impostos por grandes empresas.

«Com o MAS na assembleia legislativa e no governo vamos acabar com esta imoralidade, vamos reduzir o IVA drasticamente para o cabaz alimentar essencial. O restante IVA [pequenos e médios comerciantes e trabalhadores em geral] será passado imediatamente para metade», afirmou José Carlos Jardim, defendendo uma taxa entre 0% e 4% para a alimentação.

A redução, considerou, não iria criar problemas à obtenção de receita se as grandes empresas pagassem os seus impostos: «O orçamento duplica ou triplica, não sabemos com quanto é que andam a fugir. Essa gente tem grandes empresas de advogados que lhes dão cobertura».

O candidato lembrou existir a nível internacional a figura da dívida odiosa e sublinhou que os cidadãos «não são obrigados a pagar» uma dívida quando não sabem o que está em causa e que contratos a sustentam.

A um dia de terminar a campanha, o MAS prefere ignorar sondagens que não lhe dão representação na assembleia regional e diz que há na população medo em assumir o voto na oposição, prometendo «acabar com o medo e impor a ordem e a legalidade» na Madeira.

Às eleições legislativas de domingo concorrem 11 forças políticas, sendo oito partidos (PSD, CDS, JPP, BE, PND, PCTP/MRPP, PNR e MAS) e três coligações - Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), CDU (PCP/PEV) e a Plataforma de Cidadãos ‘Nós Conseguimos’ (PPM/PDA).

Alberto João Jardim, do PSD, deixa a presidência do Governo Regional após quase 40 anos de maiorias absolutas.