O ex-presidente do Governo da Madeira Alberto João Jardim considerou, esta terça-feira, Almeida Santos "um político da maior categoria intelectual e cívica", sublinhando que com a sua morte perdeu "um amigo".

Num comunicado enviado à agência Lusa, o ex-presidente do Governo Regional recorda que, "sempre muito interessado com as questões da Madeira”, António Almeida Santos “teve intervenções muito positivas, como no caso da zona franca e no estabelecimento da normalidade de relações institucionais entre a República e a região autónoma".

Almeida Santos foi um político da "maior categoria intelectual e cívica, grande advogado, legislador de enorme qualidade e rigor, pedagogo em todas as situações, exemplo de tolerância", refere.

Alberto João Jardim diz ainda o presidente honorário do PS foi um homem "preocupado com a unidade nacional, mas aceitando o debate à volta do alargamento constitucional das autonomias políticas insulares".

O presidente honorário do PS, António Almeida Santos, morreu na segunda-feira com 89 anos, disse à agência Lusa fonte da família.

Almeida Santos faleceu em sua casa, em Oeiras, pouco antes das 24:00, disse a mesma fonte.

O presidente honorário do Partido Socialista sentiu-se mal após o jantar e foi assistido ainda na sua residência.

Almeida Santos, que completaria 90 anos a 15 de fevereiro, foi submetido por duas vezes a cirurgias cardiovasculares.

O corpo do fundador do PS deverá estar em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, mas não haverá cerimónia religiosa, a pedido do próprio, adiantou a mesma fonte.