O antigo dirigente e fundador do CDS Diogo Freitas do Amaral considerou, esta terça-feira, que o socialista Almeida Santos, que morreu na segunda-feira aos 89 anos, fica na história da democracia e do Direito português.

"Acho que perdemos um grande democrata, um grande humanista e, provavelmente, o principal legislador que Portugal teve depois do 25 de Abril", afirmou Freitas do Amaral, à saída da Basílica da Estrela, em Lisboa.

De acordo com a Lusa, o professor de Direito foi prestar homenagem ao "amigo", desde 1975, e acrescentou que Almeida Santos participou na elaboração ou melhoria da "maior parte das normas constitucionais e legislativas que saíram dos governos em que participasse o PS, ou da Assembleia da República".

"Fica não só na história da democracia, mas também na história do nosso Direito", vincou.

O histórico dirigente do CDS recordou ainda o presidente honorário socialista como "um grande democrata", com quem conviveu na Constituinte, mas também durante um governo PS/CDS.

"Foi uma das pessoas que mais se empenhou ate ao fim para que fosse possível encontrar uma solução que evitasse a queda do Governo PS/CDS", apontou Freitas do Amaral.

António Almeida Santos morreu na segunda-feira em sua casa, em Oeiras, com 89 anos, pouco antes da meia-noite, depois de se ter sentido mal após o jantar.

Pela Basílica da Estrela passaram, desde as 17:00, além de familiares e amigos, personalidades da política, da finança e do meio artístico.

"Não são apenas os socialistas que perderam um camarada e um amigo, creio que é o país que perde um grande cidadão, mas a sua memória e o seu exemplo vão perdurar", afirmou o deputado socialista Jorge Lacão.

O corpo do presidente honorário do PS encontra-se, desde as 17:00, em câmara ardente na Basílica da Estrela, em Lisboa, e será cremado na quarta-feira no cemitério do Alto de São João, também em Lisboa, pelas 14:00.