Apenas uma formalidade, mas que acarreta instabilidade. É assim que o PCP encara a composição do novo Governo, proposta entregue esta terça-feira ao Presidente da República. Na reação, o líder parlamentar comunista, João Oliveira, nada adiantou sobre se haverá uma moção de rejeição conjunta com PS e BE a este Executivo PSD/CDS-PP. 

Uma coisa é certa e João Oliveira deixou essa garantia aos jornalistas, na Assembleia da República: o PCP apresentará uma moção de rejeição ao programa do Governo. PS e BE também anunciaram a intenção de o fazer, o que leva à demissão do executivo, mas ainda nada se sabe sobre se vão unir-se num texto comum para derrubá-lo. 

"Esta constituição do Governo tem que ser interpretada no quadro da formalidade que é preciso cumprir, sendo certo que a perspetiva que existe é que o Governo não chegue a iniciar funções e é considerando tudo o que isso significa de instabilidade e de perda de tempo que deve ser apreciada a constituição deste novo executivo", afirmou João Oliveira, citado pela Lusa.

Para o líder parlamentar comunista, esta "formalidade resulta das decisões que foram assumidas, particularmente, pelo Presidente da República quando decidiu indigitar Passos Coelho, numa solução governativa em que, já é conhecido, não tem apoio na Assembleia da República".