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PCP anuncia moção de censura ao Governo

Passos Coelho diz que o Governo está «tranquilo» com o caminho que está a ser seguido. Moção será debatida a 25 de junho

Por: Redacção / PO    |   2012-06-15 11:17

Notícia atualizada às 13:18

O secretário-geral do PCP anunciou uma moção de censura ao Governo durante o debate quinzenal, esta sexta-feira, na Assembleia da República.

«o ataque aos rendimentos do trabalho, às reformas e às pensões, a direitos legítimos. Ao corte de subsídios de férias e de Natal, que passou de conjuntural para intemporal, e nesse sentido nós consideramos que chegou a hora de dizer basta! Basta, antes que seja tarde de mais e este Governo dê cabo do que resta. É preciso pôr um ponto final neste caminho para a ruína e para o desastre que o pacto de agressão e a política do seu Governo está a conduzir. Chegou a hora de confrontar o Governo com as negras e brutais consequências das suas opções das suas políticas e, por isso, anunciamos que o PCP irá apresentar uma moção de censura».

O PCP convocou uma conferência de imprensa para as 15:00 sobre esta moção de censura ao Governo, que já tem data marcada. Será debatida a 25 de Junho.Uma moção com chumbo garantido.

Antes do anúncio da moção de censura, em resposta a Jerónimo de Sousa, Pedro Passos Coelho defendeu que o Governo «tem procurado fazer sempre um exercício de realismo», não «pinta a realidade cor-de-rosa, não anda a fugir aos problemas» e «não ignora a situação do país». Uma ideia que o líder comunista não concorda. Jerónimo de Sousa sublinhou que a situação em que o país se encontra decorre de políticas «erradas» porque o Governo «não admite a realidade».

«Não está a criar riquieza, senhor primeiro-ministro, está a endividar mais o país, está a vender o seu património, a entregá-lo ao estrangeiro. Não venha dizer que está a criar riqueza! Este ano é um ano fatídico para os trabalhadores e para o povo português [...] Um governo que está fora da realidade do país e cego facr às consequências da sua política. Hoje um ano depois [de ter tomado posse], é muito claro que o projeto deste governo não é do desenvolvimento do país, mas exploração, empobrecimento, e afundamento nacional. Não invoque circunstâncias externas para fugir à sua própria responsabilidade e às suas próprias opções. É que este governo tomou partido do lado dos poderosos, do capital financeiro, dos grupos económicos contra quem menos tem e menos pode», declarou o secretário-geral dos comunistas.

Em resposta ao anúncio de moção de censura, Passos Coelho disse que o Governo está «tranquilo» com o caminho que está a ser seguido, apesar de não deixar de assumir «surpresa» pela comunicação da moção de censura.

«A sua intervenção trouxe, de fato surpresa e novidade, mas o Governo encara com muita naturalidade e muita tranquilidade a iniciativa de censura que o que o senhor deputado aqui anunciou porque, percebendo que o PCP tem uma visão inteiramente diferente do caminho que estamos a seguir, e coerentemente, se quer mostrar diferente da estratégia que está a ser seguida. O Governo está muito tranquilo também com o caminho que está a ser seguido porque, ao contrário do que o senhor deputado diz, esse caminho tem produzido efeitos que são úteis para Portugal e eles reportam à realidade», declarou o primeiro-ministro no plenário da Assembleia da República.

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Debate quinzenal no Parlamento

Jerónimo de Sousa (LUSA/Paulo Cordeiro) EM CIMA: Jerónimo de Sousa (LUSA/Paulo Cordeiro)

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