O ministro dos Negócios Estrangeiros, Rui Machete, disse hoje que «era extremamente importante» que os problemas que estão a adiar a reposição dos voos da TAP para a Guiné-Bissau fossem resolvidos «até ao Natal».

Questionado em Milão, à margem de uma cimeira Ásia-Europa, sobre o anúncio, de quarta-feira, da transportadora aérea, de que não estão reunidas as condições operacionais necessárias para retomar os voos para a Guiné-Bissau, o chefe de diplomacia disse não saber «mais daquilo que foi dito» no comunicado emitido pela TAP, apontando todavia que o mesmo refere um período «de 45 dias» antes do qual a ligação não será reposta.

«O comunicado da TAP é no sentido de que eles têm um intervalo de 45 dias… Vamos ver se as coisas se resolvem, era extremamente importante que isso fosse possível resolver até ao Natal. Vamos ver, não tenho conhecimentos específicos, particulares sobre essa matéria», declarou.

O ministro disse que o que se sabe é que «há uma equipa da TAP em Bissau» e «a TAP tem tido alguns problemas nestes últimos tempos para encontrar as soluções capazes para que a sua exploração funcione com maior eficácia», fazendo apenas votos para que essas soluções sejam encontradas o quanto antes.

Na quarta-feira, a TAP anunciou que não estão reunidas as condições operacionais necessárias para retomar os voos para a Guiné-Bissau, após o ministro guineense da Administração Interna, Botche Candé, ter garantido «total segurança» à companhia.

Em comunicado, a transportadora aérea indicou que a ligação se encontra adiada por um período «não inferior a 45 dias» e solicitou aos passageiros com voos reservados para esse período que entrem em contacto com os seus serviços ou com os agentes de viagens, com vista a encontrar «a solução mais adequada».

A retoma da operação para a Guiné-Bissau estava prevista para o dia 28 de outubro, com a realização de três voos por semana, com partida de Lisboa, às terças-feiras e sábados, e o anúncio de adiamento apanhou de surpresa o primeiro-ministro da Guiné-Bissau, Domingos Simões Pereira, segundo o qual, do ponto de vista do governo guineense, nada indiciava que a companhia pudesse adiar o regresso dos voos.