O Governo português acompanha com «extrema preocupação» a situação no Iraque, palco de uma ofensiva extremista, reitera a «firme condenação do terrorismo» e pede uma solução política que preserve a unidade do Iraque, segundo um comunicado divulgado esta quarta-feira.

«O Governo português acompanha com extrema preocupação a deterioração da situação de segurança no Iraque na sequência dos ataques de grupos terroristas (...) e expressa o mais vivo repúdio face às imagens particularmente chocantes de atrocidades cometidas por estes grupos», lê-se no texto divulgado pelo Ministério dos Negócios Estrangeiros.

Apelando para a «imediata libertação» dos cidadãos turcos reféns em Mossul, o Governo português lamenta as numerosas vítimas das ofensivas do Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) e adverte para uma «nova catástrofe humanitária de consequências incalculáveis» provocada pela fuga em massa de populações.

«É inaceitável que as instituições democráticas do Iraque sejam ameaçadas pela via do terror», afirma o texto, sublinhando que Portugal «reitera a sua firme condenação do terrorismo» e «encoraja os esforços das legítimas autoridades iraquianas com vista a uma solução política inclusiva que reforce duradoura e eficazmente a luta contra o extremismo e o fundamentalismo».

«A unidade do Iraque deve prevalecer, garantindo a paz e a segurança no plano interno, a integridade territorial do país e o desenvolvimento económico e social da população», afirma.

Combatentes do grupo extremista sunita Estado Islâmico do Iraque e do Levante (EIIL) lançaram a 10 de junho uma ofensiva contra várias cidades iraquianas, controlando nomeadamente a segunda cidade do país, Mossul, onde sequestraram 49 cidadãos turcos, e ameaçando avançar para Bagdad.