O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou esta sexta-feira que as autoridades das Bahamas receberam a carta rogatória da Justiça portuguesa que pedia informações sobre os fluxos financeiros no âmbito da compra de submarinos a um consórcio alemão.

Segundo fonte oficial do Ministério dos Negócios Estrangeiros (MNE), a embaixada de Portugal em Washington confirmou que a carta rogatória foi «entregue às autoridades competentes das Bahamas».

A informação foi recebida no ministério a 24 de junho de 2013, precisou a fonte.

«Nesse mesmo dia, o MNE remeteu – em mão – essa informação à Procuradoria-Geral da República e recebeu confirmação da sua receção», referiu.

A fonte esclareceu ainda que, no ofício entregue à Procuradoria-Geral da República, o MNE escreve que a embaixada das Bahamas em Washington informou que a carta rogatória foi entregue às autoridades (das Bahamas).

Em conferência de imprensa, na quinta-feira, a eurodeputada socialista Ana Gomes insistiu que «há elementos que justificam uma investigação ao património de Paulo Portas» que, como ministro da Defesa (2002 a 2005), teve um «papel relevante» no negócio da compra dos submarinos.

Ana Gomes lembrou que o caso foi arquivado pelo Ministério Público e que este considerou «inviável, face à impossibilidade de reconstituição de todos os fluxos financeiros, recolher prova documental quanto ao destino de todas as quantias na medida em que não foi obtida resposta, nomeadamente, de carta rogatória enviada para as Bahamas».

A Eurodeputada pediu à Comissão Europeia para insistir junto das autoridades das Bahamas.

Paulo Portas reagiu, considerando que a eurodeputada «voltou às suas obsessões», com as quais disse nada ter a ver.

«Há uma única coisa que é importante que as pessoas saibam: ao contrário do que ela disse, enquanto fui ministro dos Negócios Estrangeiros, as cartas rogatórias transmitidas ao ministério foram transmitidas às autoridades judiciais portuguesas no dia 24 de junho de 2013, era eu ministro dos Negócios Estrangeiros. Essa senhora é compulsivamente mentirosa», afirmou.