O ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, disse esta quarta-feira que o Governo ponderou enviar a GNR para a República Centro Africana, no âmbito de uma missão militar da União Europeia, mas decidiu pelas Forças Armadas.

«O Governo ponderou o envio da GNR, num prazo muito curto. No conjunto das questões colocadas e ponderadas, o Governo decidiu enviar as Forças Armadas e não a GNR», disse Miguel Macedo aos deputados da comissão parlamentar de Assuntos Constitucionais, Direitos, Liberdades e Garantias.

A pedido do PS, o ministro da Administração Interna foi ouvido esta quarta-feira no parlamento para esclarecer o cancelamento da participação da GNR numa missão militar da União Europeia na República Centro Africana.

Elementos da GNR estiveram em treinos, durante um mês, para integrarem uma missão da União Europeia na República Centro Africana, mas o Governo decidiu pela Força Aérea Portuguesa.

Miguel Macedo sublinhou que «esta ponderação política foi feita», na sequência de um contacto do secretário-geral das Nações Unidas ao primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, em que pedia a participação da GNR.

«Houve esse contacto do secretário-geral das Nações Unidas e na sequência desse contacto fez-se a ponderação», disse o ministro, adiantando que a decisão política acabou por ser o envio das Forças Armadas.

Miguel Macedo afirmou ainda que apenas existiu «uma única decisão» política.

Na comissão, o ministro destacou também o prestígio da GNR em missões internacionais, como em Timor-Leste e no Afeganistão.