O cabeça-de-lista do PSD às eleições regionais na Madeira afirmou estar disponível, caso seja eleito presidente do Governo Regional, a colaborar com os órgãos do Estado, independentemente do partido que venha a governar Portugal.

«Estou disposto a colaborar com o Estado seja quem for o primeiro-ministro», disse Miguel Albuquerque, o candidato social-democrata a presidente do executivo insular após uma iniciativa da campanha eleitoral na Universidade da Madeira.


Miguel Albuquerque respondia assim à declaração do secretário-geral do PS, António Costa, que no domingo efetuou uma deslocação à ilha da Madeira para apoiar a candidatura da coligação Mudança, encabeçada pelos socialistas e apoiada pelo PTP, MPT e PAN, e assegurou estar disposto a negociar a dívida da Madeira com a República se for eleito primeiro-ministro nas legislativas nacionais.

«A minha posição depois de ser eleito para o Governo da Madeira é colaborar com os órgãos do Estado, independentemente da composição política desse Governo e desses órgãos do Estado», vincou Miguel Albuquerque.

O candidato também reagiu ao discurso do líder socialista nacional num jantar em Machico (zona este da Madeira), onde António Costa afirmou que se está no fim de um ciclo político e económico e que, quando os ciclos acabam, «não há renovação que lhes valha». Segundo o socialista, «aquilo que é necessário depois do fim dos ciclos é mesmo mudança e não uma renovação [tema da campanha do PSD] que disfarça a continuidade».

«Acho que a mudança é fantástica sobretudo se olharmos para a circunstância de o próprio PS se ter aliado a um partido radical e populista e neste momento ter perdido toda a credibilidade», opinou o cabeça-de-lista do PSD na Madeira.

Para Miguel Albuquerque, «a questão fundamental agora é saber se os madeirenses e porto-santenses confiam na equipa, nas propostas, na renovação feita ao nível do partido [PSD] ou confiam num partido que neste momento está ligado a setores radicais e populistas que nada credibilizam a futura governação da região».

A candidatura do PSD/Madeira reuniu-se hoje, no âmbito da campanha eleitoral, com os representantes da Associação Académica e o reitor da Universidade da Madeira (UMa), tendo Miguel Albuquerque começado por tocar uma música no piano que está à entrada do edifício da reitoria.

Após a reunião com o reitor da UMa, José Carmo, manifestou toda a disponibilidade para colaborar com a academia da região, «quer na sua internacionalização, quer em algo que será decisivo para o futuro que é o Observatório Turístico da Madeira», cita a Lusa.

«Vamos apoiar a criação e melhoria da eficácia do Observatório do Turismo da Madeira e aí a universidade vai ter um papel decisivo» sublinhou, convidando todos os madeirenses a visitar a loja da Associação Académica, que considerou ser um exemplo daquilo que deve ser implementado na promoção dos produtos regionais.

Às eleições legislativas antecipadas na Madeira, que foram convocadas pelo Presidente da República para 29 de março, concorrem 11 forças políticas, sendo oito partidos (PSD, CDS, JPP, BE, PND, PCTP/MRPP, PNR e MAS) e três coligações - Mudança (PS/PTP/MPT/PAN), CDU (PCP/PEV) e Plataforma de Cidadãos ‘Nós Conseguimos' (PPM/PDA).