A CDU-Madeira acredita que ainda pode tirar a maioria absoluta ao PSD se, na recontagem dos votos nulos, arrecadar os cinco que faltam para eleger um terceiro deputado.
 
A recontagem será feita esta terça-feira pela assembleia de apuramento geral e o coordenador dos comunistas madeirenses, Edgar Silva, explicou aos jornalistas que, caso os cinco votos sejam confirmados e os sociais-democratas mantenham o número de sufrágios, o cenário eleitoral sofrerá uma mudança significativa.
 

«A CDU ficou a cinco votos de eleger o terceiro deputado e, para a CDU eleger esse deputado, precisa, na assembleia de apuramento, de os resgatar. Isto quer dizer, por consequência direta, que o PSD perde o seu vigésimo quarto deputado e perde a maioria absoluta».

 
Fonte da Comissão Nacional de Eleições explicou à  TVI24 que a assembleia de apuramento, constituída por um juiz, dois juristas e vários professores de Matemática, irá analisar os votos nulos, decidir se alguns destes podem ser considerados válidos e efetuar os novos cálculos para apurar a distribuição de mandatos.

No entanto, tendo em contra que o critério para definição de um voto nulo «é mais ou menos objetivo», «não será muito fácil» encontrar cinco votos válidos na CDU. «Mas pode acontecer», admitiu a mesma fonte.

Os resultados finais das eleições de domingo ditaram que o PSD-Madeira conquistou a maioria absoluta com 24 mandatos no parlamento, Mas, segundo os dados da secretaria-geral do Ministério da Administração Interna, citados pela Agência Lusa, entre os 4353 votos nulos há «muitos» que são da CDU.

Edgar Silva notou então que a eleição por método de Hondt (proporcional) possibilita a perda da maioria absoluta no caso de a CDU reconquistar cinco votos a mais, «já que o último deputado eleito foi o 24º do PSD». Nesse cenário, «não há uma outra hipótese, o PSD perde a maioria», constatou.

Ouvido esta manhã pela TSF, o líder do PSD-Madeira, Miguel Albuquerque, rejeitou esta hipótese e desvalorizou a questão «administrativa».

Segundo a CNE, os resultados do apuramento geral e dos eventuais protestos dos partidos terão de ser divulgados até ao dia 8 de abril.