O ministro da Presidência reafirmou nesta quinta-feira a estratégia do Governo em procurar o máximo de entendimentos com a oposição e os parceiros sociais, pois só assim se encontrará a estabilidade necessária para arrancar para o período pós-troika.

«O Governo, como o afirmou na moção de confiança, tem como estratégia procurar o máximo de entendimentos possível quer com partidos políticos, à cabeça dos quais, obviamente, o PS, quer com os parceiros sociais», afirmou o ministro da Presidência e dos Assuntos Parlamentares, Luís Marques Guedes, durante a conferência de imprensa realizada no final da reunião semanal do Conselho de Ministros.

Congratulando-se com a disponibilidade manifestada pelo PS durante o debate da moção de confiança ao Governo para debater a reforma do IRC, Marques Guedes sustentou que é através da união de esforços de todos os setores relevantes da sociedade que se conseguirá a estabilidade necessária para arrancar para a fase posterior a este «período tão doloroso de ajustamento e de consolidação orçamental».

Marques Guedes acrescentou que, apesar do rigor que terá de se manter, será necessário acrescentar, como escreve a Lusa, «um período de crescimento económico, que será tão mais eficaz quanto mais estável e seguro e certo para os investidores puder ser em termos do regime fiscal e de outras regras estabilizadas em matérias que tenham que ver com processos de investimento».

Na conferência de imprensa, Luís Marques Guedes foi ainda questionado sobre as notícias que dão conta que o secretário de Estado do Tesouro terá estado envolvido numa tentativa de venda de contratos SWAP ao Governo de José Sócrates, mas o ministro da Presidência disse desconhecer essas informações.

O ministro da Presidência adiantou, contudo, que o assunto não foi analisado na reunião do Conselho de Ministros e recordou que o inquérito às SWAP está a decorrer em sede parlamentar.

Quanto aos pedidos de demissão da equipa das Finanças já feitos pelo PCP e pelo BE, Marques Guedes disse apenas já ter perdido «conta às vezes que os partidos da oposição têm pedido nos últimos meses a demissão do Governo e de membros do Governo».