«Poder judicial está empenhado em derrubar o primeiro-ministro»

Bastonário da Ordem dos Advogados diz que «há decisões judiciais que são produzidas para o debate político»

Por: tvi24 / MM    |   5 de Março de 2010 às 17:46
O Bastonário da Ordem dos Advogados, Marinho Pinto, acusou, esta terça-feira, o poder judicial de estar «empenhado em derrubar o primeiro-ministro». Marinho Pinto adiantou que «este primeiro-ministro, bem ou mal, tocou em alguns privilégios da corporação», sendo «manifesto» que a mesma «está empenhada em derrubá-lo».

«O poder judicial está, neste momento, empenhado em derrubar o primeiro-ministro. Alguém tem dúvidas disso?», afirmou Marinho Pinto, no Porto, à margem de uma conferência realizada na Faculdade de Direito.

«O caso Freeport é óbvio. Há seis anos que está este processo e vai ser arquivado agora? E durante este tempo todo vejam o que fizeram ao primeiro-ministro», frisou.

«Promiscuidade aviltante »

Marinho Pinto salientou ainda que «há decisões judiciais que são produzidas para o debate político» e sustentou que «tudo está aqui numa promiscuidade aviltante para as instituições democráticas e para a própria cidadania».

Em resposta ao presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, que instou o bastonário dos advogados a concretizar as acusaçõesde que há contaminação política no MP, o bastonário sublinhou que «não» comenta «declarações de sindicalistas». «Os sindicatos querem, e bem, mais dinheiro e menos trabalho para os seus associados, o objectivo que me move e move a Ordem dos Advogados é melhor justiça, mais rápida e mais justa para os cidadãos, sociedade e empresas», salientou.

«Indícios» de influências, mas sem «provas»

Na quinta-feira, Marinho Pinto tinha admitido que havia contaminação política do Ministério Público, falando mesmo em «sinais evidentes de que o poder judicial está a funcionar segundo uma agenda política».

Em reacção a estas declarações, o secretário de Estado da Justiça admite que haja contaminação política do Ministério Público «em casos pontuais». João Correia refere que teve «indícios» de influências políticas na Justiça, mas nunca «provas».
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Marinho Pinto

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