As doze forças sem representação parlamentar que concorreram às eleições europeias de domingo somaram quase 530 mil votos, sendo a eleição de Marinho e Pinto pelo MPT-Partido da Terra a grande surpresa eleitoral.

De acordo com os resultados da Direção-Geral de Administração Interna do Ministério da Administração Interna, quando faltam apurar duas freguesias, o MPT conseguiu 234.506 votos (7,15 por cento) e eleger, pelo menos, o antigo bastonário da Ordem dos Advogados António Marinho e Pinto, que somou mais votos do que o Bloco de Esquerda.

A segunda força sem representação no Parlamento Europeu que conseguiu mais votos nas eleições de domingo foi o Livre, que somou 71.522 (2,18%), seguido do PAN (56.338-1,72%) e o PCTP/MRPP (54.605-1,66%).

O partido com o menor número de votos foi o POUS, que conseguiu 3.692 (0,11%).

No total, as 12 forças sem representação no Parlamento Europeu conseguiram 529.022, numa percentagem de 16,13%, enquanto os oito partidos que concorreram em 2009 e também não estão em Bruxelas somaram quase 190 mil votos (5,34%).

A 07 de junho de 2009 entre os partidos sem representação parlamentar foi o Movimento Esperança Portugal (MEP), que se aproximou dos 53 mil votos, traduzindo 1,48%.

O partido que nunca falhou uma candidatura, o POUS, recolheu 5.101 votos expressos ou seja 0,14%.

Nas europeias de 2004, que decorreram a 13 de junho estiveram a votos nove partidos sem assento parlamentar, que somaram 143.621 votos, 4,24%.

Perto de 9,7 milhões de eleitores foram no domingo chamados a eleger os 21 deputados portugueses no Parlamento Europeu, menos um do que há cinco anos.

Às 23:55 de domingo, quando faltavam apurar quatro mandatos, o PS tinha eleito sete eurodeputados, a Aliança Portugal (PSD/CDS) seis, a CDU três, o MPT e o Bloco de Esquerda um cada e a abstenção cifrava-se em 66,09.