A candidata presidencial Maria de Belém Roseira lamentou esta quinta-feira que dos “milhões de atos” que se praticam todos os dias no Serviço Nacional de Saúde (SNS), a “única coisa que é notícia” é o que corre mal.

A antiga ministra da Saúde comentava aos jornalistas, à margem de uma visita ao Hospital Professor Doutor Fernando Fonseca, na Amadora, as recentes notícias sobre alegadas respostas deficientes em unidades do Serviço Nacional de Saúde.

“Nós temos a melhor instituição democrática reconhecida como sendo o Serviço Nacional de Saúde e, portanto, todos temos o dever de convergir no sentido de a preservar, defender e aprofundar”, disse Maria de Belém de Roseira.


Mas, defendeu, “também temos que ter a noção que no Serviço Nacional de Saúde, e durante cada dia, se praticam milhões de atos e a única coisa que é notícia é aquilo que corre mal”.


“Portanto, devemos não confundir entre a perceção, que é muito suscitada pelas coisas que correm mal, e também ter a noção que o Serviço Nacional de Saúde continua a funcionar e vai continuar a funcionar porque é uma instituição absolutamente necessária para o exercício dos direitos fundamentais”


Sobre a sua visita ao hospital Amadora-Sintra no último dia do ano, a militante socialista e ex-presidente do PS explicou que de deve ao facto de ser ”um hospital emblemático” e por ter problemas que são “quase de raiz”, uma vez que foi concebido para atender muito menos utentes do que os que passou a abranger.

Durante a visita, Maria de Belém Roseira iria reunir-se com o Conselho de Administração do hospital e visitar alguns serviços para se aperceber dos “problemas que hoje existem”, designadamente os tempos de espera das urgências, uma situação que “compromete ou dificulta o acesso dos doentes aos serviços e aos cuidados de que necessitam”.

“É uma reunião de trabalho na medida em que como candidata à presidência da República considero que devo conhecer com atualidade todas as questões que interferem com questões de direitos fundamentais”, disse Maria de Belém de Roseira antes de iniciar a visita ao hospital.

Outro dos objetivos da visita da candidata presidencial foi manifestar a sua disponibilidade para ajudar na resolução de “qualquer estrangulamento que exista ou qualquer problema que exista” e que possa ser facilitado com a sua intervenção.

Maria de Belém Roseira destacou ainda o anúncio de algumas medidas do novo Governo que, afirmou, vão permitir uma reorganização da oferta de cuidados e da organização das equipas.

“Vamos todos desejar que sejam eficazes porque o que está em causa é o exercício de um direito fundamental”, declarou a candidata às eleições presidenciais de 24 de janeiro.
 

“Acho que vai haver debates com os dez candidatos”


A candidata presidencial Maria de Belém Roseira reconheceu hoje que os dez candidatos estão em “pé de igualdade”, defendendo o envolvimento de todos nos debates televisivos, que devem ter uma “gestão muito rigorosa dos tempos” para serem esclarecedores.

“Eu acho que vai haver debates com os dez candidatos” que o Tribunal Constitucional reconheceu a formalidade da sua candidatura e “estão todos em pé de igualdade”, afirmou Maria de Belém aos jornalistas à margem de uma visita ao Hospital Amadora-Sintra.

Questionada sobre se é útil o debate com os 10 candidatos, a militante socialista e ex-presidente do PS afirmou que tudo depende das condições em que sejam realizados, defendendo que tem de existir uma “gestão muito rigorosa dos tempos para que sejam debates esclarecedores”.

“Pessoalmente acho que todos os candidatos têm de estar envolvidos nesses debates”, agora a gestão, a organização e os problemas que se põem é que ditarão a eficácia ou não desses debates, frisou.

Maria de Belém revelou que o seu desejo é que os debates “sejam esclarecedores e motivadores” para a participação dos portugueses nas eleições presidenciais de 24 de janeiro.

Respondendo a uma pergunta dos jornalistas sobre se ficou preocupada por serem dez candidatos em vez de sete nos debates televisivos, Maria de Belém disse que a sua vida é debater.

“Eu não fico preocupada, estou habituada a debater, é a minha vida. Acho que o debate é indispensável numa sociedade democrática para esclarecimento dos eleitores, portanto, encaro isso com total naturalidade”, sublinhou.

Sobre os orçamentos dos candidatos na campanha, Maria de Belém Roseira afirmou que “cada candidato faz o seu orçamento em função da avaliação que faz do que deve ser uma despesa contida, tendo em atenção os objetivos da campanha”.

Explicou que os objetivos são a “sobriedade” e a “dignidade da campanha”, porque os candidatos estão “a candidatar-se à instituição Presidente da República”.

“Cada candidato avalia em função daquilo que pretende para efeitos de divulgação da sua mensagem, os meios que deve aplicar a esse fim, uma vez que esse também é um dos grandes objetivos da democracia”, frisou.

Os debates televisivos arrancam na sexta-feira, existindo ainda alguma indefinição relativamente aos candidatos Cândido Ferreira, Jorge Sequeira e Vitorino Silva (Tino de Rans).

Nesta fase estão agendados debates entre 01 e 09 de janeiro, apenas entre sete candidatos: Marcelo Rebelo de Sousa, Maria de Belém, Sampaio da Nóvoa, Marisa Matias, Edgar Silva, Paulo Morais e Henrique Neto.

O Tribunal Constitucional admitiu na terça-feira dez candidaturas às eleições presidenciais, que tinham sido formalizadas até 24 de dezembro.

As eleições realizam-se a 24 de janeiro de 2016 e o período oficial de campanha eleitoral decorre entre os dias 10 e 22 de janeiro.