O vice-presidente do PSD Marco António Costa considerou esta sexta-feira, na festa do Pontal, que a edição deste ano da reentrada política social-democrata ficará marcada pela mobilização dos portugueses para em 2015 o partido vencer as eleições legislativas.

No discurso proferido em Quarteira, no concelho de Loulé, Marco António Costa fez um balanço da festa do Pontal desde que Pedro Passos Coelho chegou ao Governo, em 2011, considerando que esse foi o ano de cumprir um programa de assistência que tinha sido negociado pelo PS, que acusou de «não mexer uma palha» nos últimos três anos para ajudar o país a sair da crise.

Marco António Costa recordou que 2012 foi um «ano terrível», com o «desemprego a disparar, a economia a cair» e foi o «ano do desânimo», mas «nem assim o líder deixou de dar uma mensagem de confiança aos portugueses», anunciando a retoma económica em 2013.

Nesse ano, disse, começaram a surgir «sinais positivos» ainda «de forma ténue», mas «com significado especial após dois anos de grande sacrifício e incertezas», que foram visíveis, segundo Marco António Costa, na «produção industrial, nas exportações e com a economia a dar primeiros passos do crescimento e o desemprego a abrandar».

Sinais «positivos» que o vice-presidente do PSD acusou a oposição de querer «ocultar» e disse terem sido necessários «seis meses para a oposição falar sobre sinais, para começarem a desvalorizar uma conquista de todos os portugueses».

«Mas se em 2013 foi o Pontal do início da esperança, 2014 é o da mobilização de todos os dirigentes, militantes e simpatizantes do PSD e de todos os portugueses que querem vencer a crise e da mobilização para este novo tempo que começámos a construir em Portugal, do Portugal positivo», defendeu Marco António Costa, frisando que, para que em 2015 «seja o Pontal para vencer legislativas», há «muito trabalho para fazer».

Para alcançar esse objetivo, o vice-presidente social-democrata quer «mobilizar portugueses para os esclarecer, fazer ver e compreender os sinais positivos que começam a surgir de forma sustentada» e «combater e derrotar uma «oposição derrotista, pessimista que quer empurrar Portugal par o fundo».

O PSD tem ainda que ser capaz de «vencer pessimistas e chamar o PS à realidade», numa fase em que os socialistas «estão com as lutas internas e não se dão ao trabalho de comentar números do desemprego ou do crescimento económico».

Disse também que o PS está «alheado da realidade do país» e não «mexeu uma palha para ajudar a recupera Portugal e para inverter o ciclo em que tinham deixado o país em maio de 2011».

«Sabemos que a crise foi obra do PS e retirar Portugal da crise está a ser obra dos portugueses e do PSD», acrescentou.

Marco António Costa elencou ainda a «agenda de futuro» do PSD, apontando a natalidade, os problemas dos deficientes, a coesão territorial, a economia social, a economia verde, a agricultura e o mundo rural, o crescimento económico e o programa de reindustrialização como linhas desse programa.