O vice-presidente do PSD, Marco António Costa, afirmou este sábado que o atual PS é o «mais radical da história da democracia de Portugal», o qual, considerou, «quer governar com toda a extrema-esquerda».

«Esse PS que hoje se apresenta aos olhos dos portugueses é o PS mais radical da história da democracia em Portugal. É um PS que quer governar com toda a extrema-esquerda, querem escolher como parceiros de governação aqueles que querem Portugal fora do euro, aqueles que querem rasgar pacotes internacionais», disse.

Marco António Costa falava na vila da Pampilhosa da Serra, distrito de Coimbra, durante uma tradicional lagarada do PSD e na qual também participou o presidente do PSD, Pedro Passos Coelho.

Ao longo da intervenção Marco António Costa deixou duras críticas aos socialistas pela «herança e problemas que deixaram ao país» e pela falta de «um único gesto e uma única atitude de colaboração para resolver problemas», motivos pelos quais considerou que não devem agora falar de humanismo.

«Mas são esses, são esses que agora querem falar de humanismo», disse, recordando que os postos de trabalho em Portugal estão a crescer e que os novos empregados sabem bem o que é o significado de humanismo.

Marco António Costa referiu-se depois ao congresso do PS, ao qual, segundo considerou, os socialistas foram «não para falar em encontrar consensos e de construir soluções para o futuro» e sim para «falar de radicalização».

«Este é o PS que existe em Portugal, é um PS radical de esquerda, que rejeita qualquer tipo diálogo e esse é um mau pressentimento, é um mau presságio daquilo que nos espera no futuro relativamente ao diálogo político em Portugal», reiterou.

Segundo o vice-presidente do PSD, tal caminho «não serve a Portugal» e defendeu que os consensos devem ser realizados com os partidos «do arco da governação».

«Importa aqui dizer de viva voz que a democracia precisa de soluções, mas as soluções constroem-se com os partidos do arco da governação, constroem-se com consensos, constroem-se com sentido de responsabilidade. Constroem-se acima de tudo com capacidade de diálogo entre os partidos, que ao longo destes 40 anos de democracia ajudaram a desenvolver Portugal», apontou.

Marco António Costa comparou ainda António Costa a António José Seguro, dizendo que «é caso para dizer que nada mudou».

«Se o anterior secretário-geral nunca esteve disponível para o diálogo, este é exatamente igual ao anterior porque segue exatamente a mesma linha, porque anunciou já que não está disponível para qualquer diálogo ou consenso», fundamentou.