O vice-presidente do PSD, Marco António Costa, disse esta quarta-feira que «o PS está a entrar numa fase de desespero político», comentando a crítica do presidente do PS a uma declaração do Presidente da República sobre a Grécia.

Carlos César acusou Cavaco Silva de «humilhar o provo grego» e de ser «um delegado eleitoral do PSD», em crítica às declarações, hoje de manhã, do Presidente da República a invocar a solidariedade portuguesa para com a Grécia, que já representou a saída de muitos milhões de euros da «bolsa dos contribuintes portugueses» e a fazer votos para um entendimento daquele país com a Europa.

«Essa afirmação do doutor Carlos César é, de facto, a todos os títulos inaceitável. Trata-se de uma afirmação ofensiva, que procura amesquinhar e atingir de forma indigna o senhor Presidente da República», declarou à agência Lusa em Paris o vice-presidente do PSD.

Marco António Costa sublinhou que Cavaco Silva «tem sido sempre uma figura independente e isenta na forma como atua», acrescentando que o Presidente «atua de acordo com a sua consciência e não por proximidade a nenhuma força política, partidária ou social».

O também porta-voz do PSD apontou o bom desempenho económico de Portugal em 2014, com o «crescimento das exportações em 1,9%» e a diminuição do desemprego, como «boas notícias» que, no seu entender, estão a ser um «fator de perturbação da serenidade e do discernimento do Partido Socialista», o qual «reage com esse tipo de ataques completamente despropositados e inaceitáveis».

Marco António Costa afirmou, ainda, que «ao fim de vários meses desta direção política do PS estar em funções», «este tipo de insinuações» atingem «o grau mais elevado e mais negativo», vincando que o PS «não tem nada para oferecer aos portugueses a não ser retórica, ataques e sectarismo».

O dirigente do PSD aconselhou «o Partido Socialista a readquirir alguma calma institucional e reposicionar-se no debate político numa lógica de apresentar propostas concretas para os problemas do país».

Marco António Costa chegou hoje à capital francesa para uma visita que se prolonga até sábado e na qual se vai encontrar com vários empresários e políticos da comunidade portuguesa em Paris, Saint-Etienne e Lyon.