O Presidente da República afirmou esta segunda-feira que há madrugadas em que se pode testemunhar com os próprios olhos "o que é o populismo nas democracias teoricamente mais experimentadas", mas manifestou-se convicto de que "os populismos não triunfarão".

Marcelo Rebelo de Sousa, que falava na cerimónia de entrega do Prémio Europeu Helena Vaz da Silva, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, não nomeou ninguém nem nenhum país.

Esta afirmação surge menos de 24 horas depois do segundo debate televisivo entre o candidato republicano, Donald Trump, e a democrata, Hillary Clinton, à presidência dos Estados Unidos da América, que disputam a presidência dos Estados Unidos da América, que começou quando eram duas da manhã de Portugal.

Mesmo quando essa Europa se nega através dos populismos, das xenofobias, dos nacionalismos, nós acreditamos na Europa. E quando olhamos para o mundo, e temos dias e às vezes madrugadas em que testemunhamos com os nossos olhos o que é o populismo nas democracias teoricamente mais experimentadas, mesmo aí, quando acordamos no dia seguinte e encontramos prémios como este, nós sentimos que vale a pena sermos europeus", afirmou o chefe de Estado.

Perante uma plateia que incluía o futuro secretário-geral das Nações Unidas, António Guterres, o Presidente da República acrescentou: "Vale a pena lutarmos pela liberdade e pela democracia. Vale a pena acreditarmos que os populismos não triunfarão".

O Prémio Europeu Helena Vaz da Silva distingue contribuições excecionais para a proteção e divulgação do património cultural e dos ideais europeus e este ano foi atribuído ao ensaísta e filósofo português Eduardo Lourenço e ao cartoonista francês do jornal "Le Monde" Jean Plantureux, conhecido como Plantu.