O Presidente da República advertiu esta terça-feira que os mercados sofrem com a "permanente agitação dos analistas", questionando como é que pode haver estabilidade se todos os dias há especulações sobre a instabilidade.

Questionado sobre a análise da agência de notação financeira Moody´s, divulgada esta terça-feira, segundo a qual o défice se deverá fixar nos 3,0%, acima das previsões governamentais de 2,2%, Marcelo Rebelo de Sousa frisou que "não há dados novos" sobre os quais possa pronunciar-se.

A este propósito, o chefe do Estado frisou que por vezes se questiona como é que é possível haver estabilidade dos mercados "se todos os dias há analistas, comentadores e especuladores que se interrogam sobre o que vai acontecer ou não na evolução da economia e das finanças portuguesas".

Por um lado quer-se a estabilidade e por outro especula-se sobre a instabilidade", observou, considerando que essa é uma das razões da "instabilidade dos mercados internacionais".

"Ainda ontem as bolsas todas sofreram e sofrem por causa dessa permanente agitação dos analistas", afirmou o Presidente da República, que falava aos jornalistas no final de uma visita ao Exército, no Comando das Forças Terrestres, Amadora.

Interrogado sobre que mensagem levará na sua visita oficial à Alemanha, nos próximos dias 29 e 30, o Presidente da República afirmou esperar que a Europa perceba o esforço que os portugueses fizeram e que não os puna por causa do défice do ano passado.

Eu espero que, por um lado, a Europa perceba o esforço que os portugueses fizeram e os sacrifícios por que passaram e espero que a Europa não puna os portugueses a propósito do défice do ano passado", afirmou.

A segunda mensagem, acrescentou, é a de que a Europa, "o que tem a contar por parte do Presidente da República português é estabilidade política e governativa".