O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, lamentou, este sábado, a morte do militar dos comandos que se encontrava internado no hospital Curry Cabral devido a um golpe de calor.

Marcelo Rebelo de Sousa, que por coincidência se encontra de visita à terra natal do jovem, Ponte de Lima, afirmou que esta era uma notícia que se "esperava que não acontecesse", e que a família do militar já recebeu as suas condolências.

Depois da morte do furriel Hugo Abreu, tivemos hoje a notícia igualmente dolorosa da morte do soldado Dylan Silva. Era uma notícia que se temia desde que estive no hospital anteontem à noite, mas que se esperava que não acontecesse. (…) Já falei com a família, a quem já transmiti as condolências do Presidente da República.”

Marcelo Rebelo de Sousa reitera que haverá uma investigação para apurar o que aconteceu no último fim de semana, mas rejeita que esteja em cima da mesa uma “extinção dos comandos”.

Há uma garantia que eu já dei, e repito, e que o sr. Ministro da Defesa e o General-chefe também já deram, é que será apurado tudo até às últimas consequências. O que se passou, exatamente como se passou, para se retirarem lições para o futuro, [mesmo que] isso não devolva as vidas que nos deixaram. Não está em causa a extinção dos comandos, mas uma coisa são as instituições, outra coisa são as práticas e os comportamentos. Há que apurar práticas e comportamentos para saber o que aconteceu.”

O jovem de 20 anos, Dylan da Silva, morreu esta manhã no hospital Curry Cabral, confirmou o ministro da Defesa. O estado de saúde do militar agravou-se e não pôde receber o transplante hepático que precisava para sobreviver.

É o segundo aluno do 127º curso de comandos de Alcochete a perder a vida em menos de uma semana devido a um golpe de calor. No mesmo dia que Dylan foi internado, outro militar do mesmo curso, Hugo Abreu – furriel, também com 20 anos -, morreu e outros nove foram hospitalizados.