O Presidente da República afirmou, esta sexta-feira, que a forma inteligente de responder ao terrorismo é não entrar em pânico, acreditando que a Europa se manterá "plural, aberta e compreensiva" depois do atentado de quinta-feira em Nice, França.

Faz parte da lógica do terrorismo tentar criar um clima de pânico e ao mesmo tempo dúvidas sobre valores essenciais e até eventualmente a adesão a posições xenófobas, racistas, intolerantes, radicais, populistas e resistir ao terrorismo é resistir a essa tentação", disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas no final de uma visita à Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP), em Lisboa, a propósito do atentado que quinta-feira à noite em Nice, França, matou pelo menos 84 pessoas.

Segundo o chefe de Estado português, "a forma de inteligente e fundamental de responder ao terrorismo é não entrar em pânico, não perder a cabeça e não perder sobretudo a noção dos valores essenciais".

Eu continuo a acreditar que a Europa vai ser o que tem sido sempre: tolerante, plural, aberta, compreensiva, embora atenta em termos de segurança e de defesa da liberdade e dos direitos fundamentais das pessoas", sublinhou.

Marcelo Rebelo de Sousa deu ainda nota aos jornalistas da mensagem que enviou ao português que foi ferido neste ataque.

Uma palavra que ao mesmo tempo é de solidariedade renovada à comunidade portuguesa que vive em França, nomeadamente na zona de Nice. Felizmente é um ferido ligeiro e felizmente não há notícia de outro qualquer ferido, mas estamos solidários, Portugal está solidário com os portugueses e com esse português", disse.

Um camião atingiu na quinta-feira à noite uma multidão em Nice, França, na Promenade des Anglais, quando decorria um fogo-de-artifício para celebrar o dia de França. O último balanço das autoridades francesas aponta para 84 mortos e 202 feridos.

Das 202 pessoas que ficaram feridas, 52 estão entre a vida e a morte.

Pelo menos um cidadão português ficou ferido no ataque, confirmou o Governo português.

Ameaça terrorista em Portugal mantém-se moderada

As autoridades francesas já consideraram estar perante um atentado e o Presidente da França, François Hollande, anunciou o prolongamento por mais três meses do estado de emergência que vigora no país desde o ano passado. França decretou luto nacional de três dias.

A autoria do ataque ainda não foi reivindicada. O condutor do camião foi abatido pela polícia.

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