O chefe de Estado português trocou hoje alguns comentários sobre o Campeonato do Mundo de Futebol com o seu homólogo norte-americano, Donald Trump, e deu-lhe cumprimentos da parte do Presidente da Rússia, Vladimir Putin.

No início de um encontro com o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump, na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, em declarações conjuntas à comunicação social, Marcelo Rebelo de Sousa disse-lhe: "Vai encontrar-se com o senhor Putin, bem, eu estive com ele na semana passada e ele pediu-me que lhe enviasse cumprimentos".

Não se esqueça que Portugal tem o melhor jogador do mundo, que se chama Cristiano Ronaldo. Estou certo de que o seu filho sabe", prosseguiu o Presidente português.

Trump, que antes tinha elogiado o Campeonato do Mundo de Futebol que decorre na Rússia, considerando que "tem sido fantástico", respondeu-lhe que o seu filho "sabe tudo sobre isso".

"Por isso, se for à Rússia durante o campeonato, não se esqueça de que Portugal ainda lá está e quer ganhar", acrescentou Marcelo Rebelo de Sousa, repetindo que a equipa portuguesa tem "o melhor jogador do mundo, Cristiano Ronaldo".

Donald Trump acabou a perguntar ao chefe de Estado português sobre se pensa que "Cristiano alguma vez irá concorrer à Presidência" de Portugal, como seu adversário.

Marcelo Rebelo de Sousa retorquiu que, nessa matéria, Portugal "é um pouco diferente" dos Estados Unidos da América.

Futebol à parte, Marcelo enaltece encontro futuro de Trump com Juncker

O chefe de Estado português, Marcelo Rebelo de Sousa, congratulou o homólogo norte-americano, Donald Trump, pelo facto de se ir encontrar com o presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, considerando que "são boas notícias".

Marcelo Rebelo de Sousa falava no início de um encontro com o Presidente dos Estados Unidos da América na Sala Oval da Casa Branca, em Washington, após ouvir Donald Trump defender que as tarifas alfandegárias sobre importações de aço e de alumínio da União Europeia, do México e do Canadá "têm sido incríveis" para a economia norte-americana.

Numa altura em que a comunicação social estava prestes a sair da sala, o Presidente português observou apenas: "Vai encontrar-se com o Presidente Juncker, isso são boas notícias. São boas notícias".

Nestas declarações aos jornalistas, em que Trump falou sobre as relações bilaterais entre Portugal e os Estados Unidos, mas respondeu a vários questões sobre assuntos internos, Marcelo Rebelo de Sousa ouviu-o também defender a necessidade de "fronteiras fortes".

"Eu acho que é bom para nós", disse o Presidente norte-americano e, virando-se para Marcelo Rebelo de Sousa, comentou: "Eu nem sequer sei o que pensa sobre isso".

O Presidente português pareceu expressar discordância, abanando ligeiramente a cabeça, enquanto Trump prosseguia: "Eu acho que fronteiras fortes e ausência de crime, isso somos nós".

Trump considera que relação com Portugal "nunca foi tão boa"

Donald Trump afirmou que "é uma grande honra receber o altamente respeitado Presidente de Portugal".

"Temos uma relação tremenda com Portugal há muito tempo e devo dizer que nunca foi tão boa como é hoje. Portanto, quero dar-lhe as boas-vindas a si e à sua delegação", acrescentou o Presidente dos Estados Unidos.

Donald Trump descreveu Portugal como "um país de grande beleza e de ótimas pessoas".

Em seguida, falando também em inglês, Marcelo Rebelo de Sousa disse que Portugal e os Estados Unidos da América têm "uma longa amizade e parceria".

"Fomos o primeiro país neutral a reconhecer a independência dos Estados Unidos da América. Apesar de termos a Inglaterra como o nosso mais antigo aliado. Portanto, foi corajoso na altura", salientou.

Donald Trump comentou: "É verdade".

"Não sei se sabe, mas os vossos pais fundadores celebraram a independência com um brinde com o nosso vinho, com o vinho da Madeira. É uma história muito longa a da nossa amizade e parceria, baseada em valores comuns: democracia, liberdade, o Estado de Direito, os Direitos Humanos", prosseguiu Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado português realçou também o peso da comunidade portuguesa e lusodescendente nos Estados Unidos: "Portanto, não é apenas uma aliança miliar, política, económica, é mais do que isso. É algo de muito humano. Porque falamos de um milhão e 400 mil pessoas que vivem o seu amor por dois países ao mesmo tempo".

Donald Trump concordou que Portugal, "de facto, tem sido muito importante" para a Nação norte-americana.