O Presidente da República considerou hoje “prematuro falar de responsabilidades” no incêndio de junho em Pedrógão Grande, alertando que ainda decorre o trabalho do Ministério Público para apurar causas sobre o que aconteceu.

“Neste momento, é prematuro falar de responsabilidades apuradas ou de factos que apontem para responsabilidades. Vale a pena esperar e ver as conclusões a que chegam”, disse Marcelo Rebelo de Sousa, no Porto, no fim de uma cerimónia de imposição de insígnias nos Paços do Concelho.

O chefe de Estado foi questionado sobre uma notícia hoje avançada pela TSF, segundo a qual o plano municipal de Defesa da Floresta Contra Incêndios caducou há seis anos, segundo um parecer encomendado pela Ascendi, responsável pela operação e manutenção de infraestruturas rodoviárias, que iliba a empresa de responsabilidades na limpeza da estrada onde morreram mais pessoas em Pedrógão.

“Essa matéria foi, por um lado, objeto de apreciação da comissão técnica independente. Por outro lado, decorre o trabalho do Ministério Público, mais direcionado para as responsabilidades jurídicas. Neste momento é prematuro falar de responsabilidades. Vale a pena esperar e ver as conclusões a que chegam”, vincou o Marcelo Rebelo de Sousa.

De acordo com a TSF, o parecer jurídico encomendado pela Ascendi para apurar as suas responsabilidades no incêndio de Pedrogão Grande desresponsabiliza a Ascendi e a EDP porque os planos municipais de Defesa da Floresta Contra Incêndios de Castanheira de Pera e de Pedrógão Grande não tinham sido aprovados.

Em causa está a Estrada Nacional 236, onde no incêndio de junho houve mais de 40 vítimas.