O histórico socialista Manuel Alegre tem, segundo as suas palavras, «consideração intelectual» por Sampaio da Nóvoa, mas «para uma candidatura política» será «preciso esperar para ver».

«Vai haver vários candidatos (...). Eu conheço Sampaio da Nóvoa, tenho consideração intelectual por ele como pessoa e como académico. Agora, candidato político, para uma candidatura política, é uma coisa diferente, temos de esperar para ver»


,Manuel Alegre falava em Ponta Delgada, aos jornalistas, respondendo desta forma quando lhe perguntaram se o ex-reitor da Universidade de Lisboa António Sampaio da Nóvoa é um bom candidato presidencial às eleições de 2016.

O histórico do PS, que também já se candidatou a Presidente da República em eleições passadas, assegurou que ainda não decidiu quem vai apoiar nas presidenciais do próximo ano.

Questionado sobre se o PS deve manifestar já apoio a Sampaio da Nóvoa, que vai apresentar a sua candidatura no dia 29 de abril, respondeu que «o PS não tem de avançar, quem tem de avançar são os candidatos».  «Depois, cada um de nós vai ter de refletir sobre isso. É preciso ver», acrescentou, citado pela Lusa.

Manuel Alegre foi também questionado sobre o plano macroeconómico do Partido Socialista apresentado na terça-feira.

«Neste momento, o meu plano tem sido o plano literário, um plano de poesia, é aquilo que em que tenho estado envolvido. Vi algumas coisas muito por alto. Aquelas que vi, acho muito bem, nomeadamente darem um subsídio, darem dinheiro, um subsídio aos trabalhadores mais pobres, àqueles que, estando empregados, têm rendimentos muito baixos»


Manuel Alegre acrescentou que isto «foi algo muito parecido com o que fez o presidente Roosevelt nos Estados Unidos e é isso que vai permitir mais consumo e elevar o rendimento da classe média-baixa e, portanto, contribuir para o desenvolvimento da economia».

O cenário macroeconómico do PS apresentado na terça-feira prevê a criação de um complemento salarial destinado a trabalhadores em situação de pobreza.

Manuel Alegre falou aos jornalistas à margem da apresentação, em Ponta Delgada, Açores, da edição comemorativa dos 50 anos da sua obra «Praça da Canção», o livro em que pressagiou a Revolução de Abril de 1974.