Mais de 500 pessoas preparavam-se esta quarta-feira, pelas 15:30, para iniciar uma marcha de protesto entre o Ministério das Finanças, em Lisboa, e a residência oficial do primeiro-ministro contra a subconcessão dos Estaleiros Navais de Viana de Castelo (ENVC).

Empunhando bandeiras e faixas, nas quais se lia, por exemplo, «viabilização sim, despedimentos não», os protestantes gritaram «estaleiros unidos jamais serão vencidos» e «não queremos dinheiro, queremos o estaleiro».

Nesta marcha de protesto participam atuais e antigos trabalhadores, crianças e adolescentes que ao peito têm autocolantes com a frase «ENVC não à morte», numa alusão ao plano do Governo para aqueles estaleiros.

Entre os manifestantes estão o secretário-geral da central sindical CGTP, Arménio Carlos, e uma delegação do PCP que integra João Ferreira, Ilda Figueiredo, Carla Cruz e João Frazão.

Mais de 500 pessoas partiram esta quarta-feira de manhã de Viana do Castelo para este protesto, que tem como destino o Palácio de São Bento.

Jerónimo de Sousa considera protesto «luta justa»

O secretário-geral do PCP, Jerónimo de Sousa, considerou uma «luta justa» o protesto dos trabalhadores dos Estaleiros Navais de Viana do Castelo (ENVC).

«[O que me trouxe aqui foi] uma imensa solidariedade para com trabalhadores que defendem o direito ao trabalho e defendem a economia», afirmou Jerónimo de Sousa aos jornalistas no final da Calçada do Combro, por onde o protesto dos trabalhadores dos ENVC passou cerca das 17:00.