O líder parlamentar do PSD considera que a descida da taxa de desemprego para os 15,5% deve representar «um apelo de motivação» para os portugueses acreditarem na recuperação do país.

«Os números que foram hoje conhecidos (...) devem significar para o país um apelo de motivação para todos acreditarmos que é de facto possível construir na base do rigor das contas públicas e na base da contenção da despesa pública por parte do Estado um país que apresente oportunidades de negócio e oportunidades de dinamização económica que cria postos de trabalho que possam durar», afirmou o presidente do grupo parlamentar social-democrata, Luís Montenegro, em declarações aos jornalistas no Parlamento.

Assinalando que há mais de 25 anos que não acontecia uma descida tão significativa da taxa de desemprego em termos homólogos, Luís Montenegro sublinhou ser «indiscutível» que os dados hoje conhecidos «revelam uma trajetória muito positiva de recuperação do emprego em Portugal» e que também afasta considerações que foram feitas por altura do verão relativamente à sazonalidade da recuperação do emprego e à diminuição da taxa de desemprego.

Relativamente ao desemprego jovem, o líder parlamentar do PSD reconheceu que são ainda números elevados, tendo havido mesmo um pequeno aumento de 0,3 por cento face ao mês de outubro, mas assinalou que há também uma diminuição significativa em termos homólogos face a novembro de 2012 e face aos números no início do ano, que eram superiores a 40 por cento.

«Estamos agora nos 36 por cento de desemprego jovem, que é um número preocupante, mas que não deve prejudicar a análise que fazemos do comportamento da recuperação do emprego», acrescentou.

Também o CDS-PP enalteceu a descida da taxa de desemprego, mais um sinal de «inversão» económica no país que contraria as «expectativas mais pessimistas» de alguns agentes políticos.

«Mais uma vez há uma redução, ainda que lenta, excessivamente lenta, mas muito longe das expectativas mais pessimistas que falavam de um desemprego galopante», declarou o líder parlamentar centrista, Nuno Magalhães, em declarações no parlamento.

Para o CDS-PP, «há de facto uma inversão» e «cada vez mais» os sinais de recuperação económica «são mais coerentes e consistentes».

«Só com essa recuperação económica é possível que haja, como é o caso, criação de emprego, e com isso combater essa fratura social que é o desemprego», notou Magalhães, que reconheceu também preocupação com o «número ainda alto» de desempregados.