O cabeça de lista por Lisboa do Livre Tempo de Avançar, Rui Tavares, defendeu hoje que na segunda-feira a esquerda tem se unir para “negociar um programa comum” para os próximos quatro anos.

“O país tem mais três dias deste governo, ao quarto dia a esquerda tem que estar sentada à mesa a negociar um programa comum para governar nos próximos quatro anos”, defendeu hoje Rui Tavares, em Lisboa, no final de uma ‘flash mob’ organizada pelo Livre Tempo de Avançar.

Hoje, pelas 12:30 juntaram-se no Largo Camões, em frente à estátua, cerca de 30 pessoas com papéis nas mãos onde se lia “Estou farto dos mesmos”, enquanto gritavam “é Livre, é Livre, é Tempo de Avançar”. A iniciativa durou apenas alguns minutos, como é habitual nas ‘flash-mobs’.

Na estátua pendia uma tarja que tinha escrito “O Camões também está farto dos mesmos”.

Segundo Rui Tavares:
 

"Camões está farto de ver uma política que é sempre a mesma num Portugal que pertence sempre aos mesmos”.


“Creio que muitos portugueses e portuguesas com ele e connosco estão também fartos e sentem que estas eleições são a oportunidade para dar uma pedrada no charco da política portuguesa, que limpe as águas, que traga novas vozes ao parlamento e que faça a política com uma atitude diferente, de uma maneira diferente, para resultados diferentes”, defendeu.

As declarações de Rui Tavares foram secundados pela número dois por Lisboa, Ana Drago, que afirmou que na política portuguesa “existe um certo cansaço com estes 40 anos em que parece que são sempre os mesmos, o rotativismo sempre das forças ao centro e uma incapacidade à esquerda de conseguir criar uma plataforma que responda de facto à vida das pessoas”.

“O que esta candidatura traz de novo é esta esperança, é esta animação de fazer da participação a questão central da forma como vamos responder à crise da Democracia, à sensação de impotência e à crise social que temos vivido nos últimos meses”, referiu.
 

Para Ana Drago, “é esta forma diferente de fazer política que faz da participação um instrumento central da transformação da política, que é de facto novo”.


“Se há voto útil neste debate dos últimos dias eu acho que é nesta mudança, nesta novidade que é o Livre Tempo de Avançar, uma candidatura cidadã”, defendeu.