Atualizada às 20h46

O deputado do PS Marcos Perestrello acusou esta segunda-feira o Governo de impedir o acesso à informação acerca do futuro da Loja do Cidadão dos Restauradores, em Lisboa, que vai fechar a 31 de dezembro.

«Pedimos na sexta-feira ao Governo para visitar a Loja do Cidadão dos Restauradores para nos inteirarmos das razões do fecho e do que está previsto para a sua substituição. Fomos recebidos por duas funcionárias que tinham a indicação do Governo para não nos darem qualquer informação, além da única, que é pública, que a loja fecha a 31 de dezembro», disse o deputado.

Em declarações à agência Lusa, Marcos Perestrello disse que aquela atitude é «gravíssima» e reveladora de «falta de respeito por parte do Governo».

«É também reveladora de que o Governo não faz a mais pequena ideia do que está a fazer. Vai fechar sem que haja alternativa na zona», frisou.

No final da visita que fez acompanhado pelos deputados Jorge Lacão, Maria Antónia Almeida Santos e Miguel Coelho, Marcos Perestrello disse ainda que a Loja do Cidadão dos Restauradores «funciona normalmente» e «tem condições para estar aberta».

«Aquela loja atende mais de 600 mil pessoas por ano e vai ser encerrada sem alternativa», lamentou.

Numa resposta ao jornal Público, fonte da Secretaria de Estado para a Modernização Administrativa indicou que «não irá abrir uma nova loja do cidadão no terminal fluvial no Terreiro do Paço ou no Cais do Sodré, em Lisboa, para substituir a Loja do Cidadão dos Restauradores».

«No curtíssimo prazo, as alternativas consistem, desde logo, na utilização das valências da Loja do Cidadão das Laranjeiras e da nova Loja do Cidadão de Marvila, que abriu em 2012», acrescentou a mesma fonte.

Governo repudia acusações do PS e garante «não impedir acesso à informação»

O secretário de Estado da Modernização Administrativa repudiou as acusações do deputado do PS Marcos Perestrello, acerca do futuro da Loja do Cidadão dos Restauradores, em Lisboa, garantindo que o Governo «não impede acesso à informação».

«Não há nenhum impedimento de acesso a nenhuma informação», garantiu Cardoso da Costa, em declarações à agência Lusa, reagindo às acusações feitas pelo deputado socialista Marcos Perestrello.

«Queria salientar que os senhores deputados não me pediram nenhuma reunião, não perguntaram nada ao governo, não pediram nenhum esclarecimento, não fizeram nenhum requerimento», afirmou Cardoso da Costa, acrescentando que, «se o tivessem feito, teria naturalmente respondido».