O deputado do PS por Beja, Pita Ameixa, defendeu o uso do aeroporto da cidade para voos noturnos para transportar passageiros que venham a Portugal assistir à final da Liga dos Campeões, a 24 de maio, em Lisboa.

Num comunicado enviado à agência Lusa, Luís Pita Ameixa refere que tem «conhecimento» de que a Federação Portuguesa de Futebol (FPF) pediu ao Governo «facilidades especiais» para realização de voos noturnos relacionados com a final da Liga dos Campeões de futebol, que vai decorrer no Estádio da Luz, em Lisboa.

Devido às «interdições» no aeroporto de Lisboa, o aeroporto de Beja «poderia, em alternativa, desempenhar, neste contexto, um papel relevante de utilização e movimentar muitas centenas de passageiros nessa ocasião, aproveitando também para se dar a conhecer e prestigiar», defende o deputado.

Luís Pita Ameixa refere que vai questionar o Governo sobre a «autorização extraordinária de utilização, que seria tão relevante» para o aeroporto de Beja.

No comunicado, Luís Pita Ameixa explica que na segunda-feira, dia em que o aeroporto de Beja recebeu o primeiro voo da operação de voos charter semanais entre Paris e Beja, se reuniu com o diretor da infraestrutura aeroportuária, com o qual «fez o ponto de situação do projeto».

Segundo o deputado, a operação de voos charter semanais entre Paris e Beja, a decorrer até outubro e promovida pelo operador turístico português GPS Tour para transportar turistas franceses para o Alentejo, «pode configurar uma nova etapa na utilização comercial do aeroporto» alentejano.

«O projeto do aeroporto de Beja, como indutor de desenvolvimento local, continua válido, ainda que o atual Governo PSD/CDS-PP o tenha desprezado», refere o deputado.

Segundo Luís Pita Ameixa, «a principal dificuldade» do aeroporto de Beja «está na publicidade negativa que tem sido lançada» sobre o projeto e, «infelizmente, pelo próprio Governo PSD/CDS-PP».

«Outra dificuldade assinalável está na deficiente acessibilidade» ao aeroporto, «mais uma vez com a responsabilidade do Governo PSD/CDS-PP», que «inviabilizou, já em fase adiantada», a construção da Autoestrada 26, que deveria ligar Sines a Beja e seria «essencial» para servir a infraestrutura aeroportuária alentejana.