ratingsegundo a Standard & Poor's

"Uma agência de notação financeira reconhece que, se continuarmos em Portugal este caminho, sairemos do lixo em que nos colocaram, reconhecendo os méritos de todo o esforço que os portugueses têm feito", afirmou Pedro Passos Coelho, num jantar comício de pré-campanha para as legislativas da coligação PSD/CDS-PP, no pavilhão da Associação Empresarial da Região de Castelo Branco.

O presidente do PSD e primeiro-ministro referia-se à decisão da Standard & Poor's de passar a classificação da dívida soberana de longo prazo de 'BB' para 'BB+', que ainda faz parte da categoria designada por "lixo", ficando uma nota abaixo do que é considerado nível de investimento.

"É um sinal dos tempos de que o esforço que fizemos está a ser reconhecido, já não apenas pelos portugueses, mas também por aqueles que lá fora olham para a nossa economia e acreditam em nós e na nossa capacidade de dar a volta aos problemas, de não nos conformarmos com as desgraças e de olharmos em frente", acrescentou.

Passos Coelho lamentou que, no mesmo dia em que foi conhecida esta decisão, o secretário-geral do PS, António Costa, tenha anunciado, em entrevista à Antena 1, que, se for oposição, não viabilizará o próximo Orçamento do Estado, e considerou que António Costa "promete conflitualidade, promete instabilidade".

Ainda em relação à melhoria da classificação da dívida de Portugal, o chefe do executivo PSD/CDS-PP referiu que a Standard & Poor's justificou essa decisão "dizendo justamente que em Portugal a atividade económica e a consolidação orçamental estão a recuperar em linha com as expectativas, colocando a dívida pública numa trajetória descendente após 15 anos consecutivos de aumentos".

"Hoje, portanto, o nosso presente não é igual ao nosso passado. O nosso presente é um presente com resultados para as empresas portuguesas, com resultados para os trabalhadores portugueses, com resultados positivos para os cidadãos portugueses. E também um presente de maior credibilidade para o próprio país", concluiu.

O jantar abriu com intervenções do cabeça-de-lista no distrito, o social-democrata Manuel Frexes, e do primeiro nome do CDS-PP na lista, Nuno Reis, a que se seguiu a do ao vice-presidente do CDS-PP Nuno Melo.

Com Paulo Portas ausente num debate televisivo, Melo insistiu na crítica dirigida a António Costa por ter dito que votará contra o Orçamento do Estado de 2016, caso o PS perca as eleições: "Mostra que enquanto candidato a primeiro-ministro ou como líder da oposição, que acredito será, não constrói, destrói e isto diz muito de si. É o nós ou o caos, o eu ou ninguém", acusou Melo.