O PSD reagiu às primeiras projeções da abstenção nas eleições europeias deste domingo considerando tratar-se de um fenómeno global da União Europeia que mostra um distanciamento dos cidadãos europeus face às instituições europeias.

Eleições Europeias AO MINUTO

«Eu não diria que se trata de um desinteresse dos portugueses. É algo que se passa na União Europeia no seu global. Seria diferente se a tendência em Portugal fosse acentuadamente distinta do que se passa nos outros países», afirmou o vice-presidente do PSD José Matos Correia à comunicação social, concluindo: «Temos de ser capazes de motivar as pessoas para as questões europeias».

José Matos Correia falava nas instalações de um hotel de Lisboa, no Parque das Nações, onde estão concentrados os candidatos da Aliança Portugal às eleições europeias, encabeçada pelo social-democrata Paulo Rangel, e dirigentes dos dois partidos da coligação PSD/CDS-PP.

O presidente do CDS-PP e vice-primeiro-ministro, Paulo Portas, chegou ao local pelas 19:30, e o presidente do PSD e primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, cerca de dez minutos mais tarde.

As eleições para o Parlamento Europeu deverão registar em Portugal uma abstenção entre 61 e 66 por cento por cento, segundo a RTP, e entre 62,2 e 66 por cento, segundo a SIC.

Segundo Matos Correia, que se declarou contra a introdução do voto obrigatório, os números da abstenção, sejam iguais à de anteriores eleições europeias ou superiores, «são sempre preocupantes» e impõem uma reflexão.

«É preciso entender por que é que cada vez mais o Parlamento Europeu tem poderes, e as pessoas estão cada vez mais afastadas, quando a legitimidade democrática do Parlamento Europeu é cada vez mais importante», considerou.

A abstenção nas eleições realizadas a 07 de junho de 2009 foi de 63,22%, mesmo assim abaixo do valor recorde registado em 1994, 64,46%.